O que é EMAP?
EMAP é a sigla em inglês para Extensive Macular Atrophy with Pseudodrusen, que em português significa Atrofia Macular Extensa com Pseudodrusas.
EMAP - Tratamento com Acupuntura - Relato do Paciente!
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O que é EMAP? EMAP é a sigla em português significa Atrofia Macular Extensa com Pseudodrusas.
O próprio nome já nos dá uma pista:
Atrofia Macular Extensa: Significa que há um afinamento e degeneração de uma parte muito importante da retina chamada mácula.
A mácula é responsável pela nossa visão central, ou seja, aquela que usamos para ler, reconhecer rostos e ver detalhes.
A atrofia na EMAP pode ser bastante significativa.
Pseudodrusas: São depósitos de proteínas e gorduras que se acumulam sob a retina, semelhantes às drusas encontradas em outra doença, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
A diferença é que as pseudodrusas na EMAP são geralmente menores e "secas".
Qual a diferença entre EMAP e DMRI?
Essa é uma questão crucial, pois a EMAP pode ser confundida com a DMRI, especialmente a forma seca.
No entanto, existem diferenças importantes:
Idade de início: A DMRI é, como o nome diz, relacionada à idade e afeta principalmente pessoas mais velhas (acima de 60 anos).
A EMAP pode surgir em pessoas de meia-idade ou até mais jovens.
Características das "drusas": Na DMRI, as drusas são maiores e mais típicas.
Na EMAP, são pseudodrusas, menores e com características distintas.
Padrão de atrofia: A atrofia na EMAP geralmente tem um formato mais vertical e bordas irregulares, enquanto na DMRI pode ser mais arredondada.
Raridade: A EMAP é bem mais rara que a DMRI. Estima-se que afete cerca de 3 pessoas a cada milhão.
Quais são os sintomas da EMAP?
Os principais sintomas da EMAP, por afetar a mácula, envolvem a perda progressiva da visão central. Isso pode se manifestar como:
Dificuldade para ler.
Dificuldade para reconhecer rostos.
Percepção de que os objetos parecem esmaecidos ou pouco detalhados.
Pontos cegos centrais (escotomas).
Distúrbios na visão (metamorfopsia), onde as linhas retas podem parecer onduladas ou tortas.
Dificuldade de adaptação a ambientes com pouca luz.
Redução da intensidade das cores.
Quais são as causas da EMAP?
As causas da EMAP ainda não são totalmente compreendidas, e essa é uma área de intensa pesquisa. No entanto, há uma forte relação observada entre a EMAP e um histórico de febre reumática na juventude.
Alguns estudos apontam que cerca de 85% dos pacientes diagnosticados com EMAP tiveram febre reumática. A ligação exata entre as duas doenças ainda está sendo investigada, mas levanta a possibilidade de que a inflamação causada pela febre reumática ou até mesmo o uso de certos medicamentos (como o benzetacil, um antibiótico usado para tratar a febre reumática) possam desempenhar um papel.
Como a EMAP é diagnosticada?
O diagnóstico da EMAP pode ser desafiador devido à sua raridade e semelhança com a DMRI.
É fundamental que seja feito por um oftalmologista especialista em retina com experiência em EMAP. Os exames que podem ser solicitados incluem:
Fundoscopia: Exame do fundo do olho para observar a retina.
Retinografia fluorescente: Um exame que usa um contraste para visualizar os vasos sanguíneos da retina.
Tomografia de Coerência Óptica (OCT): Um exame de imagem detalhado que mostra as camadas da retina e é crucial para identificar a atrofia e as pseudodrusas.
Campimetria: Avalia o campo de visão.
Eletrorretinografia (ERG): Avalia a função das células da retina.
Painel genético: Pode ser solicitado para investigar possíveis fatores genéticos.
Se você suspeita que tem EMAP ou tem alguma dúvida sobre sua visão, procure um oftalmologista imediatamente. Somente depois do diagnóstico é indicado acupuntura, como tratamento complementar.